17
Mar
04

A Fascinação…

Há muito pouco tempo conheci alguém novo na minha vida. Um desses bípedes bem saudáveis e (invariavelmente) detentores do Poder (e o deste, era um grande poder…). Nunca vos aconteceu andarem num fase fria da vossa vida? Em que nada vos amolece, em que pessoas vos tentam tocar e não conseguem? Vão entrando e saindo da nossa vida, como se nada fosse, vão cruzando o nosso caminho e desaparecendo atrás das nossas pegadas… pois, eu andava numa dessas fases. Essas fases de meses ou anos (ou se calhar minutos), que terminam normalmente, abrupta, violenta, húmida e estupidamente. Aparece sempre alguém que nos “acorda pá bida” ou pras aulas ou pra ir de fim-de-semana a casa, bah… acorda só…

Há muito pouco tempo saí dessa letargia estéril. Na noite, (na semana em que a Penthouse tinha um Primera às ordens — post para breve) conheci alguém muito diferente.

Quando nos apaixonamos, nos momentos em que nos apaixonamos, ou isso está iminente, temos sempre 3 hipóteses: ou o impedimos, ou então não, ou sim, ou então “mais ò menos”… Sim, porque o amor é induzido, e isso toda a gente sabe! (se não sabem, vão às teóricas, ou esperem pelo post em que me apetecerá falar-vos disso. Se assim for, falar-vos-ei!) Se nós não nos quisermos apaixonar, não apaixonamos. Doa a quem doer:

Quando me vêem com aquela filosofia do “Ai, não consegui evitar; foi mais forte que eu!” O caralho!!! Mas foi mais forte que tu o quê??? Foi mais forte o tanas, que foi! Porque se só a quisesses comer, comias só, sem sentimentos, fdx! Lá te deixaste enrolar, triste! Se bem, que o Poder é muito forte… E a Força O.I.U é poderosa… É fácil sucumbir, mas não é inevitável, fdx.

Essa pessoa, diferente, pôs-me numa situação (sem querer, acho eu) de que já nem me lembrava existir, tal era o meu distanciamento emocional das gajas que me iam achando (aqui e ali) “o progenitor de boas características”… Esta miúda, era mesmo diferente, especial. Quando saí com ela uma semana depois de a conhecer, descobri alguém por quem se quisesse me apaixonaria perdidamente. Adorei o Mundo dela (o pouco que me mostrou), uma coisa indescritível: uma vida tão distinta da minha ou das que já toquei, que me fascinou completamente. A miúda é daquelas incomuns que têm “aquela qualquer coisa” a mais que não se vê, nem se nota, nem se descreve, nem se aprende ou ensina: fascina só! Talvez carisma seja o mais próximo no nosso idioma.

Certo é que pelo que partilhou comigo, é daquelas que qualquer gajo cobiça, como mosquito que venera a lampâda de néon violeta: tão linda, que mata. E se matasse, já traria muito escalpe à cinta de muito gajo que lhe tocou e ardeu! Eu sou gajo, eu quis arder. Mas só se arde uma vez e sou já um fósforo queimado, como todos devíamos ser: só eu sei como desejei arder naquela noite…

O que queria dizer, é que aquela treta do “o interior é que importa” e “o essencial é invisível aos olhos”, não é tão treta assim, como muito gajo já sabe. Procurem, porque por fora têm lá todas o que nós gostamos; por dentro nem sempre! (DIUs e aparelhos dentários não contam, se bem que procura-los sem saber que estão lá pode ser doloroso, ou então não…)

Ehehehehehehah…

Nexis

P.S. — Obrigado por tudo o que me relembraste. Foste muito, muito interessante, especial e diferente para mim. Obrigado por me teres fascinado. Obrigado por me teres levantado a ponta do teu Mundo… Diferente… é essa a palavra… Foste diferente… Se estás a ler isto Rita, um enorme, enorme beijinho pra ti.


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