04
Mar
05

Aperto na Alma (Parte I)

Meus olhos não queriam acreditar, fiquei perplexo, apanhado, perdido no tempo, pondo as leis mais irrevogáveis à face da terra em dúvida. Será que os cristais líquidos do monitor, na sua dança incessante, perderam os seus pares certos e uniram-se em uníssono para me mostrar algo impossível? Afinal que leio eu?
Óbvio que precisei de algum tempo para me recompor, tal notícia recebida desta maneira, tão abrupta, choca qualquer um que admite viver pelas leis que apregoamos. Admiti a mim próprio que o erro foi meu, que não quis ver nas entrelinhas, não liguei, não quis ouvir, não quis saber, limitei-me por vezes a sorrir e outras rir, rir de histórias contadas, passagens de uma existência tão parecida à minha no seu todo, sem interiorizar dentro da minha própria cabeça a ideia por detrás da aventura. Hoje cresci, cresci muito, cheguei ao patamar pretendido (se bem que tarde, mas como se diz em linguagem popular, “mais vale tarde que nunca”), pois vislumbrei que também nós não somos na íntegra, aquele aço, ferro fundido, o ser desprovido de sentimentos que queremos transparecer, também nós somos abalados quando Deus assim o quer, houve alguem que cedeu, uma “firewall” que foi por terra.
Concluo, que também nós, parrraxistas assumidos, também nós, nos APAIXONAMOS!
Ó tu da pulseira mágica, têm a consciência que para onde fores, onde estiveres, com quem estiveres, a nossa alma parrraxista estará contigo até à eternidade! Força!

LV-426 [HyperDyne Systems ®]

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2 Responses to “Aperto na Alma (Parte I)”


  1. 1 Anonymous
    Sexta-feira, 04 Março, 2005 às 19:11

    o ki carai… lol. Mas estou surpreendida pela tua capacidade de organização escrita… Tenho de tb fazer uma coisa dessas:p *******

    koala

  2. 2 Rellax
    Domingo, 06 Março, 2005 às 23:52

    Estive fora uma semana. Uma breve semana, isolado do mundo, com dois parrraxistas e mais tres amigos por companhia. E todos sabeis como um pouco de distanciamento faz milagres, quando o que procuramos é pôr as ideias em ordem! E esta não foi ainda a excepção que confirma a regra: após muitas horas de viagem, à porta de casa com um saco às costas, poucas vezes a vida me pareceu tão simples.

    E depois vim para o Porto. E lembrei-me de visitar o Blog Parrraxista. Há uma semana atrás, pouco mais, reflectia eu nas palavras do Nexis (exercício que vale a pena!) e recordava noites de convívio parrraxista ao som do hit “Parrra”. Lembro-me até (vagamente) de ter umas ideias a partilhar sobre o tema, que entretanto se dissiparam. E passada uma semana, o que vejo eu?? Escuso-me de o repetir…

    O choque (que foi aqui tão bem expresso) deu lugar à reflexão e a uma cerveja. E eu, que tinha já banido da mente aquele pensamento que me assola (e estou certo que não sou caso único) todos os anos com precisão milimétrica – “Já? Tou mesmo a ficar velho!” – vejo-me de novo confrontado com tais considerações! E, depois de reler os últimos posts e beber outra cerveja, dou comigo a pensar: “E eu só estive ausente uma semana…”

    Ou talvez tenha sido mais de uma semana. Talvez tenha sido bem mais. Não sei bem…

    Desculpai lá a seca… Um abraço a todos os Parrraxistas!


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