08
Mar
05

Mesinha-de-cabeceira

Estou a cair de sono. Ontem foi uma festa portuguesa, com consequente exagero alcoòlico, logo noite mal dormida. Mas agora jà estou na cama, no final do “dia de ressaca”, e enquanto divido irmamente as forças entre a escrita (que ultimamente me tem ocupado tanto e com tanta vontade) e a vigilia, o manter-me desperto, dou por mim a contemplar a minha arrumada mesinha-de-cabeceira…

O telemòvel para telecomunicar durante a noite, caso haja solicitude lançada pelo desconhecido, e para despertar de manha; uma foto emoldurada dos meus pais com a Mini ao colo, e outra minha, tipo passe, encaixada num dos cantos — ridicula: de pera e bem mais miudo; um papel amarrotado, pàgina velha (que encontrei neste caderno) a caminho do cesto do lixo (amanha de manha consuma-se), com rabiscos sobre um jogo que jà nao jogo; uma esferogràfica, que escreve azul, com publicidade ao meu armazém — nao và aparecer (como agora) a vontade irreprimivel de escrever à mao, como eu gosto; um candeeiro (pertença do quarto) aceso; ainda um telefone fixo, interno da residencia; dez ou quinze folhas soltas com textos diversos e variados meus — produçao da ultima semana, que adoro (narcisicamente) reler; e por fim quatro livros: uma brochura em italiano sobre espiritualidade salesiana, hiper colorida, como que desesperada a chamar a atençao cada vez mais desprendida da religiao, oferecida pelo meu amigo pessoal Silvio aquando da minha visita a Roma (que é fantàastica); um livro de Henri J. M. Nouwen, de vermelho morto na capa, «A volta do filho pròdigo» que ainda nem abri, tal como a brochura (afinal o colorido exagerado, continua a nao resultar!); «Se numa noite de Inverno um viajante» do escritor italiano Italo Calvino (traduzido em tugues) do Tiago, meu colega, companheirto tuga: tou quase a acabar de le-lo, mas nao me està a tocar muito… nao me agrada a maneira como o Calvino contacta quem o le; e por fim (mesmo), o patriotismo: um cancioneiro de escuteiros do companheiro Gonçalo. «Guitoleiro 854» chama-se, e està abarrotado com cançoes portuguesas, desde musica ligeira a musica de coro… E como sabe bem le-las ou cantarola-las cà dentro, a 2200Km de casa… Casa…

E COMO É POSSIVEL NAO TER NADA SOBRE PARRRATXA NA MINHA MESINHA-DE-CABECEIRA, ESSA BELA PEÇA DE MOBILIARIO COM NOME TÃO GAY?????
FODASSS…

Nexis

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1 Response to “”


  1. 1 Rellax
    Segunda-feira, 07 Março, 2005 às 23:41

    Humm… em Itália tambem há Maxmen??


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