30
Jun
06

Sonhos…

De certeza que não sou o único a ter noites de sono agitadas, mas a minha noite de hoje foi particularmente estranha. Ora, isso é um motivo tão bom como outro qualquer para vir para aqui aparvalhar e destruír o trabalho sério que outros (mais assíduos) escritores têem vindo a desenvolver. Ides portanto ter que me ouvir. Desculpem lá qualquer coisinha.

Começando pelo princípio. Estou a dormir. O sono está muito subvalorizado hoje em dia, não percebo muito bem porquê. É uma actividade tão nobre como qualquer outra, e a história mostra-nos que graves tragédias acontecem quando é posto de parte. A Alemanha nunca teria invadido a Polónia, dando início à mais mortífera de todas as guerras, se Hitler dormisse 8 horinhas por dia.

Estou portanto a dormir, possivelmente a sonhar, provavelmente a ressonar. E acordo. Olho para o relógio, são 4:47. “Oh merda”, penso, e volto a dormir.

Acordo novamente. Não me preocupo em ver as horas, é de dia. Tomo banho, seco-me, visto-me. Enfio uma tigela de leite no micro-ondas e duas fatias de pão na torradeira.

E acordo novamente. “Que caralho…?” penso eu. “Não me lembro de me ter voltado a deitar! Acho que nem cheguei a tomar o pequeno-almoço! Não admira que esteja cheio de fome…” É um facto científico que quando acordamos o nosso cérebro não está a funcionar a 100%. Por algum motivo os nossos antepassados dormiam nas árvores (e estou-me a referir aos macacos, não àquela geração que vive hoje à custa da segurança social). O estado de estupor sonâmbulo vai-se dissipando lentamente.

“Foi um sonho”, percebo eu num instante de lucidez. “Desta vez é que estou a ficar maluco. Ainda é de noite, vi as horas à pouco tempo e eram 4:47. Vou voltar a dormir.”

Mas alguma coisa não bate certo. Aquela parte lúcida do meu cérebro luta deseperadamente para me chamar a atenção.

“Vou ter exame hoje” lembro-me subitamente. “Ainda bem que já estou acordado.” A memória regressa à medida que os neurónios lúcidos parecem estar a ganhar a guerra dentro do meu cérebro. “Mas é só às 5 da tarde. E eu nem percebo nada daquilo.” Os números 4:47 voltam-me a passar pela cabeça, agora com mais insistência.

“Estranho,” penso, “quando acordo a meio da noite, no dia seguinte nunca me lembro… 4:47…”

E é então que me atinge. Ontem tinha estado a estudar a noite toda, já passava das 5:30 quando me deitei. Salto da cama a correr, já são as 15:30 e eu ainda tenho que arrumar a casa antes de ir pro exame…

Estou seriamente a pensar em abandonar o meu horário de estudo nocturno. Ou talvez arranjar um psiquiatra.

Rellax

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