13
Jul
06

Ah… a saudade…

Numa das fases mais felizes da minha vida escrevi isto: «Criar o nosso mundo é direito inato! Não exercer cada escolha, sentindo-a, é pior que escolher contentarmo-nos em procurar alguém com quem partilhar o nosso corpo, e não encontrar a pessoa para partilhar a nossa vida, ao invés.» Era uma nota introdutória escrita num objecto muito querido para mim. Há momentos de que me lembro e acarinho…

Hoje lembro-me da noite em que comecei este blog, com o Pako e o Zúbias, em Aveiro. Ah, parece que foi há tanto! Vejo-me tão diferente… Tenho saudades. Saudades de tudo, da minha vida: de jogar à bilharda atrás do prédio, de ir à festa de anos da Ana Lisa, de escavar na areia da obra com os carrinhos, de ir acampar na colónia, do tanque da minha avó e do Natal em Genéve, de ir para casa do meu primo, de ir às perícias do meu pai…

Podia estar para aqui a tentar dizer umas coisas bonitas enquanto expectavelmente falo de mim, mas que é que isso interessa? De que vale? Eu só queria muito, muito dizer que a vida é fantástica, que vale a pena, que vale a pena viver e crescer e apaixonarmo-nos pelo céu e pelo chão e pela luz; que não palavras para a Vida. Sei que tenho muitas saudades, que gosto muito do que já vivi. Espero que ainda possa viver muitas mais saudades, e tenho a certeza que terei muitas saudades do agora e do aqui. Tantas como tenho do que foi.

Um abraço a todos os que já partilharam tanto comigo e um ainda maior aos que ainda partilham.

Nexis

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2 Responses to “Ah… a saudade…”


  1. 1 Never_Born
    Sexta-feira, 14 Julho, 2006 às 20:52

    Das subir ao campo da aviação de bicicleta, do 31 da latinha, da Maravilha vista de dentro do barco do João Mario, das lambadas da irmã Santa Cruz…

    Lindo lindo lindo||

  2. 2 Be
    Sábado, 15 Julho, 2006 às 00:23

    Uiiii… nem sei kem me parecias nesse desabafo tao expontaneo… realmente… “mais nada somos do que temos sido”… elas (as passagens da vida note-se) lá nos marcam komo marcam os touros e as vacas a ferro e fogo… nunca me apanho a olhar para trás que nao admire a magnificiencia de conseguir amar o que outrora odiava… apenas por se tratar de… uma recordacao!


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