27
Jan
07

Este é profundo…

Meus amigos, hà poucos dias atrás deparei-me com um facto que muito me interessou, e apesar da guerra incessante com a classe docente deste Pais em que me encontro neste momento, arranjei o tempinho de meio maço de LM para pesquisar o que tanto me surpreendeu.
Já todos devem ter ouvido falar de “Os Grandes Portugueses”, que é um programa da RTP, vulgo, televisão pública (Ora paga pelo estado, sem camuflagens e em tom de resumo abrangente… por todos nós). Correu um qualquer boato que as votações dos cerca de 12 milhões de portugueses já tinha dado frutos, e imagine-se… O vencedor era António Oliveira Salazar. Prontamente o Estado Português apelidado de “Democrático” em que vivemos ligou as turbinas e de forma pouco tendenciosa, como a democracia o exíge, anulou tais votações escondendo-se atrás de um bode expiatório chamado informática meus senhores. Ora… as votações eram feitas por telefone e internet, e o sistema desenvolvido contabilizava votos no geral, e não “o voto pessoal”. Neste momento vota-se apenas por telefone e fica registado o número de quem contacta, anulando, caso aconteça, uma chamada de voto posterior do mesmo número. Muito preocupado com dualidades dos algoritmos informáticos anda o nosso Estado hein?
Tantas vezes e por tantos fui criticado por dizer que, na minha opinião, a democracia em que fomos criados não é mais que uma ditadura da carteira mais recheada e de quem tem mais conhecimentos, a conclusão está na interpretação, na capacidade de juízo e uso da razão de cada um.
Não me vou inclinar para lado nenhum, esquecendo direitas e esquerdas e extremas das mesmas, sou apartidário portanto, tento-me cingir a factos e não às minhas opiniões.
Deve ser impossível ser-se acérrimo defensor da doutrina Salazarista, reconhecendo-se-lhe bastantes exageros e atrocidades, mas como qualquer equação de vida, nem tudo é sempre e somente malvado ou perverso, daí que pergunto o que preferem, serem forçados a não poderem ser inteligentes, ou constantemente tomados por burros por gente que se julga acima de vós, privando-vos da vistinha intelectual que Deus vos cedeu?
Factos, ora, vamos aos factos. Portugal naquela altura tinha respeito, valores, códigos, honras verdadeiras, condutas e imagine-se só, que até em Lisboa ecoavam nas ruas trechos de sotaque transmontano nas bocas dos Lisboetas da altura. Coisa que qualquer um que siga cinema pode constatar vendo filmes de nomes tao conhecidos como Vasco Santana, Beatriz Costa e tantos outros. E hoje, que temos em Portugal para além de uma Selecção Nacional? E até essa, para além de ser governada por um irmão nosso do Brasil, parte da sustentatibilidade de jogo é feita por um elemento da mesma nacionalidade… Caricato. Ora não fugindo ao tema que o futebol é para entendidos, temos em Portugal uma divisão incontornável de culturas e valores, um poder centralizado na região em que proporcionalmente há menos alminhas puras Lusitanas, temos dos PIB’s mais baixos da União Europeia, falta de respeito, falta de bom senso, falta de espírito de união e entreajuda, inveja em excesso, cínismo q.b., chineses, ucranianos, etc, e tantas outras coisas que cabe a cada um de nós conotar como positivo ou depreciativo. O que fomos e o que somos hoje? É impossível de não anuir que em dado fragmento de espaço e tempo, somos ou fomos tudo o que reza a História, incluindo os 40 anos do regíme ditatorial Salazarista. Temos tanto que baixar a cabeça ao passado Salazarista como ao dia que Vasco da Gama pôs, pela primeira vez, o pé numa caravela. Citanto os franceses… C’est la vie meus amigos.

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Comentários:

“Os Grandes Portugueses”

Ver entre os 100 melhores portugueses de sempre, pessoas que lutaram contra a ditadura Salazarista seria de esperar, ver Salazar nos 10 primeiros é visceral. Aos ouvidos infantis, é o mesmo que dizer que as pessoas elegeram os heróis que lutaram pela liberdade e contra o vilão, mas acima de tudo as pessoas decidiram que o vilão superava ou igualava-se aos heróis, estranho? Não, português. Saudade é uma palavra única da alma lusitana, Salazar foi o demónio e o único politico a entrar e sair pobre de um governo, este termo de votação tem um significado profundo dirigido à classe politica, ao conceito de liberdade e também aos valores de patriotismo e cultura portuguesa. O meu voto é para o primeiro senhor e rei, D. Afonso Henriques é o tal!”

(…)

Joao matos
Em: 15 Janeiro, 2007, 9:27 post meridiem

Seria tão estupido negar a votação de salazar como é o de proibir a extrema direita em portugal e não proibir a extrema direita.
Infelizmente é assim, num pais que se diz democrático e das primeiras frases da constituição surge “(…)um pais em transição para o Socialismo(…)”
Sabes que não sou democrata nem extremista, mas a hipocrisia é demais!.

(…)

Comentário de joão silva
Em: 24 Janeiro, 2007, 4:08 post meridiem

Salazar merece ganhar. Fez-nos sobreviver à primeira republica e quando olho para os politicos de hoje tenho saudades do estado-novo. Há que notar que se Salazar oprimia alguém eram comunistas escumalha como Álvaro Cunhal que bem merecem ser oprimidos. Para não falar do grandioso e digno valor do nacionalismo que com o 25 de Abril se perdeu e foi deitado aos porcos

Retirado: http://pedrocavaco.adamastor.org/2007/01/15/os-grandes-portugueses/

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Rui
2006-10-07 15:34:05

É com uma tristeza profunda, que vejo uma criança de quinze anos referir-se ao Prof. António Sal… como um grande homem da nossa história, é com tristeza e preocupação que assisto ao reavivar destas ideias que tanto mal fizeram ao país. Não existem duvidas que o professor em questão foi importante, mas pelo atraso que a nossa sociedade revela, ainda hoje, quando comparada com o resto da europa.
o Meu vota«o vai como não podia deixar de ser para o pai da nossa ainda jovem democracia, que tão mal tratado foi nas ultimas eleições, o grande Dr. mário Soares, que não só nos ajudou a livrar de pessoas como o famigerado professor, como ainda impediu uma viragem radical à esquerda que nos levaria para mais uns de ditadura.
Eu não vivi em ditadura, mas tenho profunda admiração por quem lutou por acabar com ela – Viva o 25 de Abril, Viva portugal!!!!!!!!!!!

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Paulo André Ferreira
2006-10-07 14:30:21

Acho que está na hora dos oprimidos pelo regime se erguerem e pensarem por si, em vez de engolirem a cassete que lhes foi dada por ordes partidárias, e verem que não devem recear nem muito menos ocultar a existência deste grande Português que amou o país, de uma forma q não deverá ter sido a mais correcta, mas fe-lo e fez o melhor para o mesmo, dentro do que pôde e não esquecer que se ainda existem valores nesta sociedade nossa é graças a anos dos mesmos a serem incutidos e falados em todo o lado… pois por muito q queiram contestar-me neste ponto, ninguém com “2 dedos de testa” e mais de 23 anos o fará pois ninguém pode concordar com a devassidão q abunda hoje em dia ja desde as nossas preparatórias! e mais n falo pois poderia ficar aqui uma “ditadura inteira” a inumerar boas coisas q o homem trouxe e mtas outras em q n tomou a melhor atitude, mas n deveria ser por isso q n deveria constar na lista q a RTP elaborou… daí o meu comentario e daí a minha tristeza com a quantidade de obtusos e diminuidos mentais q ainda existem na nossa sociedade!

Retirado:http://www.rtp.pt/gdesport/index.php?article=23&visual=3&indice=3721

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Tantos, tantos e tantos outros comentários e opiniões que encontrei pela internet. Mas desculpem-me a ousadia e a frontalidade… As pessoas que não defendem nem criticam António Oliveira Salazar, limitam-se a interpretá-lo e interpretar os factos que a História lhe disponibiliza, respeitando as opiniões de outros. Por sua vez, quem se opõem convictamente à política do ditador fá-lo de uma maneira que demonstra pouco equilíbrio no reconhecimento, talvez meras saídas mentecaptas de quem só vê para um lado, e não consegue analisar as coisas sob uma perspectiva mais imparcial. Não dizem que “O insulto é realmente a arma dos ignorantes”?

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2 Responses to “Este é profundo…”


  1. 1 Never_Born
    Domingo, 28 Janeiro, 2007 às 18:31

    Epah epa epah, tu queres ver que de repente estavamos melhor qd o gaijo q supostamente caiu da cadeira estava a mandar? Eu ñ sei, pq na altura não era vivo, limito-me a recorrer a testemunhos de quem passou por tais privações, e o que posso dizer é que de ng que me rodeia ouvi dizer, uma vez que fosse (falando seriamente, está claro), que desejava voltar ao passado!! Falo nomeadamente dos meus pais, que na altura tinham sensivelmente a nossa idade, e que não tiveram direito a nem um terço das liberdades e acessibilidades de que nós dispomos e usufruimos (perguntem-lhes o que foram pra eles as actividades académicas do tempo deles…). O exemplo que me vem mais à cabeça, e metendo tb o futebol ao barulho, é o do nosso Eusébio que, em nome de um “interesse nacional”, foi impedido de, tal como é intenção do llnk, partir para o estrangeiro, ha coisas engraçadas não ha?

    Não digo que tudo esteja bem, uma sociedade perfeita é utópica, e até me agrada que haja mt gente que goste de restringir aos factos economicos, mas se por acaso vem alguem dizer que é necessário fechar maternidades, pq não ha dinheiro pras sustentar a todas, rebentam manifestações e protestos por todo o lado! (chiça, mais uma das invenções desses irreverentes defensores da democracia…).

    Considera esta resposta não dirigida unicamente a ti LV, o conteudo não é bem sobre aquilo de que falas, e estamos de acordo quando te referes que temos de viver com o passado e aprender com ele (seja bom ou mau), em vez de tentar ficar apenas com o que de bom se passou; mas te garanto que, de cada vez que vejo o telejornal e me deparo com Libanos e Israeis (falando dos mais em voga), passando por Finlandias e Suecias (e o resto à volta, onde o suicidio aparentemente é o melhor remédio para os problemas), parando aqui ao lado em Espanha, (a ETA ñ é briquedo…) me interrogo: Estaremos assim tão mal??

    Que ha melhorias a efectuar? Acho que isso até os cegos veem, mas, professias da desgraça?? Não contem comigo…

  2. 2 Nexis
    Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2007 às 16:21

    Isto é um assunto muito interessante…

    Posso responder-te? Apetece-me muito!


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