19
Dez
07

5º Bloco: A Relação (Eng. Relações Inter-Sexuais)

Ora a relação! Confesso que é aqui que eu sinto mais dificuldade de expressão. Esta é claramente no domínio feminino. Fazia falta uma escrivã só para neste ponto descrever o que é a relação…

De novo digo que todos estes blocos são dinâmicos e de facto, se é unânime que a curte precede a relação, o sexo poderá já não ser tão consensual: há alguns casos em que o sexo só vem depois de já estarmos enredados num relacionamento palpável.

Para mim o inaugurar da relação é quando ambos acordam o contrato não verbal de exclusividade, que com o tempo transformamos em fidelidade. É aí que se pode dizer que há realmente uma Relação.
Posto isto, chega a possibilidade do tão sobre-estimado Amor chegar aos corações… Podem acontecer três coisas: ou nos apaixonamos e começamos a amar. Ou ela se apaixona e nos começa a amar, ou nenhum começa realmente a amar! (A quarta via, a dos utópicos, não existe! Não amamos os dois ao mesmo tempo indefinidamente!) Desenganem-se: numa relação, há sempre um que ama, e outro que é amado! O looping que pus n’A Relação, como quem acredita no eterno relacionamento de princesa e príncipe, está lá, porque efectivamente, há em mim vaga esperança que o ciclo repetitivo do “amar/ser amado” se possa prolongar no tempo, e quiçá ter um relacionamento “até ao fim dos meus dias”. Mas mesmo aí o bloco “O Fim” chega (no fim dos meus dias, ou dos dela).
Idealmente, o papel do “amar/ser amado” vai alternando entre os cônjuges e assim, perpetuando o namoro, casamento, ou o que quer que ambos tenham decidido! Mas em última análise, como o tempo é algo de continuo é indivisível em duas metades perfeitas, e por isso, feitas as contas (no final), haverá sempre alguém que amou ou foi amado durante mais tempo.

No entanto, a verdade é que não devemos aspirar a nenhum dos dois lugares: sofremos se não somos amados e sofremos se não conseguimos corresponder: nenhuma das duas infelicidades é mais leve, nenhuma mais suportável: são dores distintas, mas incomparáveis; quem já experimentou as duas, sabe. Se não houver o tal revezar de papéis amorosos, a relação está condenada. Pelo menos nos moldes de fidelidade, compromisso, candura e sã convivência em que é idealizada.
Olhando para o diagrama, há ainda um fenómeno “bizarro” a referir: da Relação podemos regredir (única situação em que isso se verifica) para o bloco do Sexo. Isto acontece quando em casos raros (e recorrendo à insinceridade) a levamos a acreditar que é melhor o Sexo entre nós continuar, ao contrário do relacionamento; ou noutros casos (mais raros ainda), sem recorrer a falsidades, por mútuo acordo se chega à conclusão que é melhor manter o Sexo e não a Relação!
Porém, com prudência a Relação avança, e até há quem defenda que é através dela que podemos atingir a existência mais gratificante possível: Família, Partilha, Estabilidade, Lar… Esse sonho habita ainda um canto cada vez mais recôndito em mim, confesso…

“O Sexo, é o barómetro da Relação” a frase não é minha, infelizmente. Mas não podia concordar mais! Quando o sexo não vai bem, a relação não vai melhor… Alarmem-se: se o sexo é mau, isso que está construído não durará muito mais, em breve será outra glande a causadora dos seus orgasmos! Que levará, forçosamente ao último bloco: O Fim!

Nexis


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